segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Dom Bosco abençoa.

Sou mineira.
Nascida nos Mares de Morro do Sul das Minas Gerais.
Tenho pela minha terra um amor profundo.
Uma saudade que só é sem fim por estar longe.

Brasília construída por uma audácia mineira me abriga.

Tenho um quê de bucólica, uma prosa sem tempo, um humor inocente, pueril.
Todo mineiro é bom de coração, em que pese ser um cadinho ranzinza e conservador por demais.
Mas isso não é defeito.
É o que nos caracteriza.
Assim como o café - porta de entrada para uma visita, o que embala uma boa conversa.

Gosto de bolo de fubá, pão de queijo, carne de porco, da fé que não se altera.
Mas minha fé, minha crença, carrego em minhas mãos e atitudes.
Não sou pessoa de igreja. Carola, nem pensar. Tenho os sacramentos da infância e da adolencência.
Mas agora, a adulta, não carrega culpa, nem medo.
Inferno... coisa de quem deve.
Não temo o purgatório, nem pretendo o paraíso.
Aliás, purgatório é coisa do passado.
O futuro é binário.

Mas como boa geminiana, não tô lá, nem cá.
Tô no meio, no limbo que não mais existe, entre o bem e o mal, entre o salvamento e a penúria, entre Minas e Brasília.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Deus é meu juiz

Somente num relapso, que o esquecimento insiste em lembrar, reconheço o passado em música.
Todo o frio não sentido.
O calor na tarde ensolarada de uma sala em dança.
Amarela.

como uma fotografia antiga

E toda lágrima de uma cena que permanece adormecida.
O passado carrega algumas mortes, mas também lembranças.
Não falo de pessoas.
Falo de sensações.
Mas ela tem rosto, nome, sobrenome e passado.

Como uma doença erradicada que ressurge.
Doença de pele com sequelas.
Injeções de realidade e a rotina volta.

Problema não é meu nome do meio.
É o seu.
Você é meu problema sem solução e erradicado.

mas não esquecido

lembrado

Não me julgue.
Já tenho minha sentença.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Tacape

Sou da geração que luta pela sobrevivência.
Não há nada de vanguardismo nisto.

O marxismo se foi.
A democracia cá está.
O sexo está na boca e na casa de todos.
Minha sexualidade não é mais problema.
Ser hetero, bi, tri, tetra é só titulação de futebol.
A modernidade é coisa do passado.

Luto pela minha sobrevivência e busco nobreza.

Busco moral, mas essa é arcaica.
Sou amoral.

Luto pela sobrevivência e pela identidade.
Mas sou da massa.
Tenho uma cara só.

Alcanço uma corda mas não subo.
A massa consome.

Luto pela sobrevivência.
Não há vanguarda.
Só tacape e a descoberta do fogo.

Estou com frio e em carne nua.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

E maio se foi...

... e eu sequer escrevi uma linha.

O tempo todo no teclado, com trabalho nas mãos.
Não penso mais.
Sou só reação.


Quero o verbo.
Quero a provocação.

O dia passado entre mil paredes que não são minhas. 
Os problemas alheios são meus por profissão.
E definição.

?


Serei profissional?
Sou passional.
- o trabalho como vida.


?


Beiro os 30 e me sinto menina.
E me ocupo de brinquedo alheio.


Por vezes, não gosto.
Mas é o que tenho.


E isso me basta.

 - por hora -

Sou barroca, dualista (só que elevado a 30).

Estou pequena e não me sinto grande.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Aceno agudo.

Aceno.
As mãos balançam no ar.
Mercedes pára.
Dos dois volta cinquenta.
Sento.

Sinto.

O antepenúltimo é o maior.
Mas o banco ao meu lado não tem acento.
Estou só desde o parto de minha mãe.

Parto.
Partida.
Parada.
Aceno.

Estou só desde o nascimento.

Elis

Tornou-se um mito porque sua glória não teve declínio.
Viver é perecer.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

CONVITE!


Muitos eventos!
Muitos, muitos!

Tem imagens de alegria e olhos para o palco.

Sintam-se convidados!

Ps: teatro - ingressos aqui!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Linha não escrita é pensamento em branco.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Virgem Madonna

Todo o vácuo de uma geração sem ideologia.
Toda a estética pop de uma Gaga já vivida.

Madonna.

Madona.
Da virgem à Madonna.
Da dualidade a cristã e Artista.

Artista não pode ter religião.
Artista é só fé.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Without Bodysnatchers

Oy, yeah, baby.
Eu enxergo todas as coisas.
Só não entendo o porquê do tudo ou nada.

Questão de vida ou morte?
Viver como se não houvesse amanhã?
Cortar e ver o sangue fluir?

Sanidade.
O que é sanidade?
Qual o parâmetro entre a loucura e a sanidade?

O que é normal?
Nascer, crescer, estudar, trabalhar, casar, reproduzir, morrer.

E se eu quiser nascer hoje?
E se eu quiser fazer meu renascimento?
E se eu quiser me matar primeiro antes de crescer?

E se eu quiser acrescentar nessa linha tradicional de vida perdoar, me perdoar, vingar, esquecer, pular, desculpar, me desculpar?
Eu posso verbalizar todas as minhas ações.
E posso agir com todos os verbos.

Não acredito na tradicional família mineira.
Não acredito em laços de sangue pelo simples fato de não acreditar em nada.
Eu não acredito em nada.
Eu não acredito em tudo.

Estou na borda da sanidade e da loucura.
Estou na borda entre pedir perdão a deus ou a mim somente.
Estou na borda, na beira do precipício.
E o salto me faz livre, não tendo amarras.

Morro hoje e renascerei em breve.
Não como a fênix que encontra nas labaredas uma nova oportunidade.
Nem como o homem que nasce e morre.

Morrerei como a lagarta, que renasce com asas.

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http://www.youtube.com/watch?v=TZEpfICFkfQ&feature=relmfu