sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Without Bodysnatchers

Oy, yeah, baby.
Eu enxergo todas as coisas.
Só não entendo o porquê do tudo ou nada.

Questão de vida ou morte?
Viver como se não houvesse amanhã?
Cortar e ver o sangue fluir?

Sanidade.
O que é sanidade?
Qual o parâmetro entre a loucura e a sanidade?

O que é normal?
Nascer, crescer, estudar, trabalhar, casar, reproduzir, morrer.

E se eu quiser nascer hoje?
E se eu quiser fazer meu renascimento?
E se eu quiser me matar primeiro antes de crescer?

E se eu quiser acrescentar nessa linha tradicional de vida perdoar, me perdoar, vingar, esquecer, pular, desculpar, me desculpar?
Eu posso verbalizar todas as minhas ações.
E posso agir com todos os verbos.

Não acredito na tradicional família mineira.
Não acredito em laços de sangue pelo simples fato de não acreditar em nada.
Eu não acredito em nada.
Eu não acredito em tudo.

Estou na borda da sanidade e da loucura.
Estou na borda entre pedir perdão a deus ou a mim somente.
Estou na borda, na beira do precipício.
E o salto me faz livre, não tendo amarras.

Morro hoje e renascerei em breve.
Não como a fênix que encontra nas labaredas uma nova oportunidade.
Nem como o homem que nasce e morre.

Morrerei como a lagarta, que renasce com asas.

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http://www.youtube.com/watch?v=TZEpfICFkfQ&feature=relmfu

1 comentários:

Denise Vieira disse...

Visitando seu belo espaço fiquei surpresa com os textos lindos!Parabéns! Abraços!
Denise Vieira