sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Tacape

Sou da geração que luta pela sobrevivência.
Não há nada de vanguardismo nisto.

O marxismo se foi.
A democracia cá está.
O sexo está na boca e na casa de todos.
Minha sexualidade não é mais problema.
Ser hetero, bi, tri, tetra é só titulação de futebol.
A modernidade é coisa do passado.

Luto pela minha sobrevivência e busco nobreza.

Busco moral, mas essa é arcaica.
Sou amoral.

Luto pela sobrevivência e pela identidade.
Mas sou da massa.
Tenho uma cara só.

Alcanço uma corda mas não subo.
A massa consome.

Luto pela sobrevivência.
Não há vanguarda.
Só tacape e a descoberta do fogo.

Estou com frio e em carne nua.

2 comentários:

Anabela Jardim disse...

Que poesia bacana! Me senti como você relatou, de uma geração que colhe os frutos do sucesso e ou da derrota do que não deu certo!

Steve Finnell disse...

you are invited to follow my blog