Sou da geração que luta pela sobrevivência.
Não há nada de vanguardismo nisto.
O marxismo se foi.
A democracia cá está.
O sexo está na boca e na casa de todos.
Minha sexualidade não é mais problema.
Ser hetero, bi, tri, tetra é só titulação de futebol.
A modernidade é coisa do passado.
Luto pela minha sobrevivência e busco nobreza.
Busco moral, mas essa é arcaica.
Sou amoral.
Luto pela sobrevivência e pela identidade.
Mas sou da massa.
Tenho uma cara só.
Alcanço uma corda mas não subo.
A massa consome.
Luto pela sobrevivência.
Não há vanguarda.
Só tacape e a descoberta do fogo.
Estou com frio e em carne nua.
2 comentários:
Que poesia bacana! Me senti como você relatou, de uma geração que colhe os frutos do sucesso e ou da derrota do que não deu certo!
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