terça-feira, 27 de setembro de 2011

Deus é meu juiz

Somente num relapso, que o esquecimento insiste em lembrar, reconheço o passado em música.
Todo o frio não sentido.
O calor na tarde ensolarada de uma sala em dança.
Amarela.

como uma fotografia antiga

E toda lágrima de uma cena que permanece adormecida.
O passado carrega algumas mortes, mas também lembranças.
Não falo de pessoas.
Falo de sensações.
Mas ela tem rosto, nome, sobrenome e passado.

Como uma doença erradicada que ressurge.
Doença de pele com sequelas.
Injeções de realidade e a rotina volta.

Problema não é meu nome do meio.
É o seu.
Você é meu problema sem solução e erradicado.

mas não esquecido

lembrado

Não me julgue.
Já tenho minha sentença.

2 comentários:

nilson oliveira disse...

Músicas, lugares, fotos, aromas... Tantos botões para nossas sensações, nem sempre tão boas. Mas como pouco há para fazer contra tais botões o melhor é conviver com as sensações como velhas conhecidas que surgem nos encontros casuais da vida. Belo poema. Parabéns.

kassyane lopes :p disse...

A vida em alguns momentos pode não parecer fazer sentido, daí lembramos de coisas que nos fazem felizes, coisas essas que são consideradas boas como nossas lembranças.
Me ajude a divulgar o blog coisas boas da vida, sou nova nesse ramo, porem já estou te seguindo me siga também:
http://coisasboasdavida-kahlopes.blogspot.com/
obrigada desde já