Somente num relapso, que o esquecimento insiste em lembrar, reconheço o passado em música.
Todo o frio não sentido.
O calor na tarde ensolarada de uma sala em dança.
Amarela.
como uma fotografia antiga
E toda lágrima de uma cena que permanece adormecida.
O passado carrega algumas mortes, mas também lembranças.
Não falo de pessoas.
Falo de sensações.
Mas ela tem rosto, nome, sobrenome e passado.
Como uma doença erradicada que ressurge.
Doença de pele com sequelas.
Injeções de realidade e a rotina volta.
Problema não é meu nome do meio.
É o seu.
Você é meu problema sem solução e erradicado.
mas não esquecido
lembrado
Não me julgue.
Já tenho minha sentença.
2 comentários:
Músicas, lugares, fotos, aromas... Tantos botões para nossas sensações, nem sempre tão boas. Mas como pouco há para fazer contra tais botões o melhor é conviver com as sensações como velhas conhecidas que surgem nos encontros casuais da vida. Belo poema. Parabéns.
A vida em alguns momentos pode não parecer fazer sentido, daí lembramos de coisas que nos fazem felizes, coisas essas que são consideradas boas como nossas lembranças.
Me ajude a divulgar o blog coisas boas da vida, sou nova nesse ramo, porem já estou te seguindo me siga também:
http://coisasboasdavida-kahlopes.blogspot.com/
obrigada desde já
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