Sou mineira.
Nascida nos Mares de Morro do Sul das Minas Gerais.
Tenho pela minha terra um amor profundo.
Uma saudade que só é sem fim por estar longe.
Brasília construída por uma audácia mineira me abriga.
Tenho um quê de bucólica, uma prosa sem tempo, um humor inocente, pueril.
Todo mineiro é bom de coração, em que pese ser um cadinho ranzinza e conservador por demais.
Mas isso não é defeito.
É o que nos caracteriza.
Assim como o café - porta de entrada para uma visita, o que embala uma boa conversa.
Gosto de bolo de fubá, pão de queijo, carne de porco, da fé que não se altera.
Mas minha fé, minha crença, carrego em minhas mãos e atitudes.
Não sou pessoa de igreja. Carola, nem pensar. Tenho os sacramentos da infância e da adolencência.
Mas agora, a adulta, não carrega culpa, nem medo.
Inferno... coisa de quem deve.
Não temo o purgatório, nem pretendo o paraíso.
Aliás, purgatório é coisa do passado.
O futuro é binário.
Mas como boa geminiana, não tô lá, nem cá.
Tô no meio, no limbo que não mais existe, entre o bem e o mal, entre o salvamento e a penúria, entre Minas e Brasília.
5 comentários:
Blog muito fixe!
Visite o meu e deixe-me saber o que acha através de um comentário ou que lhe apetecer, muito obrigado Paz |/
feliz ano novo, Lídia. e uma dúvida: esse meio do caminho entre MG e DF... tá se sentindo goiana, é? :P
Muito bo o seu blogue.Meus parabéns.
- olá, Lídia.
muitas de suas palavras nesse seu post me lembraram o Carlos Drummond de Andrade. Essa paixão pela origem, sabe?
Sempre bom encontrar pessoas que compõem maravilhosamente bem.
Passarei mais vezes, grande abraço.
Queridos, por partes:
1) Não me sinto goiana. Acho que por não gostar de pequi...
2)Agradeço os elogios e as leituras.
3) Quem me dera ter um quê do Drummond, ou ao menos uma estátua em Copacabana.
No mais, sigo nas asas.
Cordialmente,
Lídia Benjamim.
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